Blind Date (1959) é um filme muito simples. Assim como boa parte dos longas da primeira fase de sua carreira, Joseph Losey está em busca de uma objetividade reveladora. Uma relação dramática que não passa por qualquer julgamento moral ou possível subtexto implícito e se realiza em um franco jogo com as evidências colocadas na tela. Sendo o já comentado O Fugitivo de Santa Marta (1950) um dos ápices mais gloriosos dessa relação.
Ainda que Blind Date (1959) seja, literalmente, um filme sobre as falsas aparências, o cineasta parte dos métodos mais aparentes possíveis para narrar a história de Jan, um jovem pintor acusado de matar sua amante
Enquanto o protagonista espera por Jacqueline, a polícia anuncia a morte da rica e misteriosa mulher com quem Jan mantinha um relacionamento, revelando que seu corpo está no mesmo apartamento em que o personagem a aguardava. O espectador, que acompanhou Jan chegar naquele ambiente, compreende que o jovem dificilmente tem relação com o assassinato ali ocorrido

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